sábado, 7 de agosto de 2010

Ai e tal, estou em baixo de forma por isso deixei o Gay ganhar ...


Era uma piada demasiado fácil, não era?

Acomodação


Tenho que perguntar a uma pessoa se já descobriu o significado da expressão "we will always have Paris". Ou se já sequer começou a pesquisar ...

sábado, 27 de março de 2010

Quem é que tinha razão, vá, quem era?

Depois daquele apreciado primeiro álbum, eu sabia que os miúdos não me iam deixar ficar mal. Existe agora alguma maturidade. Efeito Danoninho: estes meninos crescem a olhos vistos. Até já desenvolveram caracteres sexuais secundários e tudo. E não me refiro apenas à barba. É qualquer coisa na voz. O que vem dar razão ao meu acérrimo finca-pé. Eu quando cismo com uma coisa sou teimosa. Desta vez tive a razão pelo meu lado. Hey boys, I always stood by your side ...

Foals : Spanish Sahara

.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O horário laboral neste país é permissivo e por isso é que este país não anda para a frente


Constatação baseada em factos verídicos: Neste país, trabalha-se 4 dias e meio por semana. Sexta-feira à tarde e esta Santa Terra parece já anunciar o deserto domingueiro (salvo excepção dos centros comerciais, claro está). E ainda se queixa o funcionário público de que trabalha muito. A justificação não podia ser mais simples: Oh menina, isto à sexta-feira à tarde é sempre um tiro no escuro. E foi mesmo. Pela segunda semana consecutiva. À terceira já não me apanham, porque isso chamar-se-ia burrice. Dá vontade de dizer como o outro Vai mas é trabalhar, vai mas é fazer algo de útil para a sociedade ...

domingo, 17 de janeiro de 2010

Domingos Paciência

.
Hoje é Domingo, mas não há cá receitas para ninguém. Bom sinal, não?
.

Uma lufada de Air morno


Não tendo sido um concerto brilhante, foi deveras competente. Não tendo pautado pelo primor na interacção com o público, ambas as partes saíram satisfeitas. Os meninos, trajados a rigor, como lhes é costume, rasgaram um vigoroso sorriso no final. E mandaram beijos (ou em francês Bisous) e lá confessaram que Portugal é muito sweet e as pessoas são muito warm. Estrangeirismos. Ou nem por isso. A verdade é que Lisboa, ontem à noite, estava de facto muito warm. Quentinha e sem chuva, a pedir uma noite de animação. Enquanto isso, em Coimbra, estava a chamda chuva molha tolos. A morrinha. Humpfff ... So how does it make you feel? Com vontade de rumar a Sul, apesar da minha devota paixão pelo Norte.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Eu e a (minha) falta de fé


Não resisti. Acho que deve ser das perguntas mais bizarras que já me foram feitas num mail ...

It's Oh so quiet


Vejo-me numa serena e dissonante quietude há já muitos dias. Incontáveis, perdi-lhes o rumo. Ou perdi-me eu, algures no meio do caminho, o meu sentido de orientação nunca se revelou particularmente confiável. Há algum tempo que não encontro curvas. Esta aparente mansidão, tenho-a por traiçoeira. Como se algo de avassalador estivesse, de mansinho, a preparar uma bestial mis en céne.
Existe um poema de José Mário Branco, divinalmente melodiado pelo fabuloso JP Simões, que traduz tudo isto na perfeição:
.
A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes

São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas

Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda

.



domingo, 3 de janeiro de 2010

Domingos Paciência





Os domingos de chuva e tédio dão-me para os tachos e panelas, mais concretamente para o pão-de-ló e os pastéis de requeijão. Tinha ovos e requeijão a estragarem, o que é que querem? Com tanta fome no mundo, ir para o lixo era pecado. E eu ando a ver se minimizo as contas a ajustar com as Santidades para ganhar um lugarzinho não no céu (era pedir muito) mas pelo menos num local com temperatura amena e brisa marinha. Mais um pouco e transformo este espaço num blog de Culinária. Já faltou bem mais ...

sábado, 2 de janeiro de 2010

Esquecimento imperdoável ...

Grizzly Bear : Two Weeks

Já aqui tinha referido que os Grizzly Bear são senhores de um dos meus álbuns favoritos de 2009? Não? Aqui fica o reparo ...

Alterações climáticas

.
Existem duas entidades na História da Humanidade para as quais o cabelo assume proporções quase místicas: 1- Sansão e 2- A esmagadora generalidade das mulheres. Para algumas, entre as quais me incluo, a necessidade de uma mudança drástica no estilo de vida é iniciado pelo ritual do corte de cabelo. Tanto mais radical quanto maior a mudança em causa. Eu acabei de dar um belo corte na trunfa. Daqueles que, não sendo radicais, são uma segura volta de 180º. Ainda estou a tentar perceber o significado disto. É que só agora acabou o período das festividades e eu, antes de sair do modo de piloto automático, passo primeiro pelo de slow motion até chegar ao modo manual. É coisa para durar umas quantas horas. Vá ... uns quantos dias.
.

Dar um passeio à Nossa Senhora da Asneira e voltar

.
A sensação de atirar, definitivamente, para trás das costas, um assunto pendente, cuja má resolução é matéria única e exclusiva da minha responsabilidade ... é uma sensação indiscritível de "fresh new start". E uma ideia cimentada de tão cedo não me meto noutra igual ... Se bem que nunca se sabe.
.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

É preciso é saudínha ...



O pensamento apesar de tudo positivo de quem passou a viragem da década doente.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Singin'in the rain ( What a glorious feeling )


Preferia que não chovesse tanto. Esta humidade e o constante ping-ping lá fora deixam-me um pouco letárgica. As calças de ganga chegam sempre molhadas na parte de baixo. O cabelo adquire vida própria e assume as mais variadas formas que um ninho de ratos pode assumir. As lentes dos óculos volta e meia embaciam. Quem fica a ganhar é o Canal Odisseia que me tem como fiel espectadora no período compreendido entre as 2 e as 5 da manhã. Mas é nesta altura do ano em qua me apercebo que não sou, definitivamente, uma pessoa estival. Odeio o Verão. Com os anos consegui estabelecer com ele uma forma de pacífica convivência. Era uma decisão inevitável e sensata, após cuidadosamente pesar os pós e os contras. De poucas armas disponho contra as condições geográficas e metereológicas. Quando começar a trabalhar vou passar o mês de Agosto na labuta e tirar férias noutras alturas do ano. Não consigo compreender bem esta minha aversão ao tempo de intenso calor. De certeza que será qualquer assunto recalcado e não resolvido na infância. Lembro-me de ter uma vez sido mordida por um peixe-aranha na Praia da Figueira da Foz. Tirando esse episódio, é tudo nevoeiro.

(ULTRA)PASSAGEM DE ANO


Este ano, a (ultra)passagem vai ser aqui. Porque para mim é importante começar o ano com boa música. A quem aprouver ... terei todo o gosto em abrir portas ...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O povo percebe, não o substimemos


A Playboy portuguesa coloca este mês na capa O Ricardo Araújo Pereira. O homem que tornou as palavras esmiuçar e sufrágios em termos de (ab)uso diário do nosso povinho. Uma coisa, assim digamos, muito americanizada. Parece a capa da Times, e não olhando para o nome da revista, na verdade, ninguém nota. Isto deve ter sido berço de ideias profícuas no seio da imprensa mais ou menos séria deste país. Ou muito me engano, ou na próxima semana, a revista Visão vai trazer nas páginas centrais uma produção fotográfica ousada de Filipa Vacondeus numa cozinha decorada à la Provence, e a revista Maria vai substituir a famosa secção Diário para ele e para ela por uma reportagem sobre a perseguição aos líderes da oposição iraniana. Uma coisa assim muito cultural. Que a gente é do povo mas não é burra, a gente percebe (dizia isto uma senhora rechonchuda com um saco cheio de broínhas de Natal, na fila de pagamento da pastelaria Vénus. Que por acaso trazia a Revista Maria desta semana na mala).
.
.
Sim, eu vejo a revista Playboy.
Sim, eu conheço a secção Diário para ele e para ela da Revista Maria.
Não, eu não gosto de broínhas de Natal.
Sim, eu tenho um problema com bolos que levam frutas cristalizadas.
Não, não há Bimby no mundo que substitua a insubstituível Filipa Vacondeus.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O (MEU) Espírito do Natal ...

... sabe a baunilha e chocolate.
Desejos de um Natal doce.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Catching up ...

Começam agora a sair as listas dos melhores álbuns de 2009, uma boa oportunidade para me aperceber do quão alheada estive este ano de muito boa coisa que tocou por aí. Que isto de só ouvir os "Bons Rapazes" e o "Indiegente" na Antena 3 e a RUC não dá para tudo. O ano passado eram os MGMT, este ano foram os X-X que não me saíram da cabeça. E agora, nos últimos dias, é que ando a ver se apanho o fio à meada. E depois não consigo parar de ouvir coisas como esta ... Isto Soa-me a Smiths. Ou a My Bloody Valentine. Mas pode ser só impressão minha. De qualquer maneira soa-me muito bem.

The Pains Of Being Pure At Heart - "Young Adult Friction" Super 8

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Shoe talk

.
É impressionante o grau de afinidade que é possível criar, num curto espaço de tempo, por duas mulheres, em torno de um par de sapatos.
.

You want to live like common people*

I just felt in love momentaneously with a guy who looks just like Jarvis Cocker.
Fortunatly, when you sum it up, it didn't last longer than half an hour.





.
.
Porque na vida real estas coisas são muito mais parecidas com a Anatomia de Grey que com o ER. Não se trata de falta de profissionalismo mas sim de aprimorar a arte de bem romancear. Não é passatempo. Mas ajuda a passar o tempo.
.


* Pulp - Common people