domingo, 12 de outubro de 2008

Tolerância


O Cotão já não pode ver tiras de glicémia e medidores de colesterol à frente. O Cotão deve ter feito umas 300 medições só este fim-de-semana. Inclusivé a si próprio, já que tem uma acentuada veia masoquista e, volta e meia, não resiste a dar a pica. Assim, o Cotão descobriu que não tem colesterol alto, o que é sempre benéfico. Além disso o açúcar no sangue do Cotão anda sempre relativamente baixo, embora ele se farte de comer rebuçados e porcarias com açúcar (o Cotão é tal e qual como uma criança só que daquelas que lavam os dentes depois da doçaria). Por fim, o Cotão tem, tendencialmente, tensão arterial baixa, especialmente pela manhã, o que explica as frequentes tonturas e o cambalear ao acordar. E garanto ... nem 5 cafés são suficientes para elevar a dita cuja. O Cotão julga ter descoberto que, ao fim e tantos anos de consumo, o seu organismo desenvolveu uma natural mas preocupante tolerância à cafeína.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Kat&Ben flower power


O Cotão recebeu hoje, finalmente, e depois de uma ânsia desmedida nos últimos dias, o prometido prémio virtual pela sua já referida vitória no desafio proposto pelo blog The winner takes it all. O Cotão não cabe em si de tão contente, e não pode deixar de agradecer ao adorado administrador do blog pela sensibilidade e carinho que depositou na confecção do galardão. Relembrar ainda que está perdoado por ter voluntaria e maliciosamente escondido o meu casaco Adidas e que, caso o plano avance para além do utópico, será ele o destinatário do primeiro ramo de flores do Kat&Ben flowers, entregue com todas as mordomias e pessoalmente ao domicílio numa Wolkswagen Pão de forma, pelo senhor Ben Harper, a cantar Waiting on an angel. Como prova da minha imensa gratidão ...

domingo, 5 de outubro de 2008

Enquanto dura

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O Cotão anda a ouvir os The Presets porque ao fim da primeira audição eles se tornam irritantemente viciantes. Não por muito tempo, é verdade...
Mas como tudo na vida ... enquanto dura é bom...

The Presets : Talk like that

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sábado, 4 de outubro de 2008

Love as it used to be ...


O Cotão é meloso. Para quê desmentir? O Cotão é manteiga derretida em lume brando. Comove-se facilmente com as pequenas coisas. Como a Lassie, por exemplo ... não havia episódio da Lassie em que não lhe viesse a lagriminha ao canto do olho. Mas desta vez a comoção deve-se à descoberta de que o amor, afinal, ainda existe em alguns lados (ou em algumas pessoas) na sua forma ancestral. Ou seja, com ancestral o Cotão refere-se mais concretamente ao namoro como era aqui à uns anos, antes de os Beatles e o flower power terem despoletado um frenesim de hormonas descontroladas à solta entre a população juvenil. O Cotão não sabia, mas ainda há homens que pedem em namoro. E com pedir o Cotão quer dizer pedir mesmo, com todas as letras, mão na mão e um olhar esquivo e envergonhado "Queres namorar comigo?". Claro que é do conhecimento geral que pouco depois as hormonas assumem o comando e que se lixe o romantismo. Mas por um curto período de tempo (que hoje em dia não dura mais que alguns minutos), há que dizê-lo: é bonito. E mais feliz o Cotão fica por se tratar de uma pessoa alvo do seu grande carinho e que merece assim um namoro à antiga. No seguimento de tudo isto, o Cotão pergunta-se: e as cartas de amor ... será que ainda se escrevem cartas de amor? Ou estas foram sofregamente relegadas para um plano inferior pelas SMSs, MMSs, Tokings, messenger, Hi5 e afins ...

The cruel reality


Sorte na vida ...


O Cotão não tem o hábito de jogar no totoloto, totobola ou Euromilhões. Logo, não ganha nada. O Cotão só compra rifas para cabazes de Natal se a pessoa for amiga do peito, do tipo de amiga que fica para a vida. Logo, o Cotão não tem muita sorte na época natalícia. O Cotão é envergonhado e não vai ao Quem quer ser Milionário (embora tenha esse sonho). Logo, não ganha 250 000 euros. O Cotão não joga cartas a dinheiro, até porque o Cotão só sabe jogar à bisca, e mal. Logo, não há sorte ao jogo para o Cotão (lá diz a sabedoria popular - Azar ao jogo, sorte ao amor. O que só prova que nem sempre os adágios do povo pautam pela sabedoria). O Cotão não tem acções na bolsa porque ainda não é financeiramente independente (o Cotão está quase a acabar o curso, mas do quase ao já está ainda vai um bom esticão e muito sacrifício). Logo, o Cotão não pode assumir em pleno a sua veia de capitalista.
Ou seja, o Cotão não arrisca, logo, não petisca. O Cotão só ganhou alguma coisa 3 vezes na vida. Quando andava no liceu, ganhou um concurso literário que pouco mais lhe grangeou para além do reconhecimento do júri do concurso. Afagou o ego, não o vai negar, mas de pouco lhe serviu já que a área das letras foi despudoradamente preterida a favor da área da saúde. Outra vez o Cotão ganhou um colchão ortopédico ... não é para rir, é a mais pura das verdades. Mas como a cama do Cotão ainda é cama de menina solteira e prendada, o feliz beneficiário (em termos de saúde) do afamado colchão foi outra pessoa da família do Cotão ... mas não o Cotão. Da terceira vez que a sorte bateu à porta, o Cotão ganhou um carregamento de biscoitos para cão da Friskies por ter tirado uma fotografia, e parafraseio "muito artística e expressiva" do respectivo companheiro de 4 patas. O Fusco agradeceu, o Cotão durante muito tempo não teve que comprar biscoitos para cão. Sempre foi menos uma despesa.

Por isto é que o Cotão está muito feliz por ter sido o vencedor do desafio proposto pelo blog The winner takes it all , embora reconheça que a resposta foi tendenciosa e que a escolha foi baseada na experiência pessoal conjunta com o respectivo administrador do referido blog. Ainda assim, é uma vitória. O Cotão encontra-se em estado de profunda comoção e aguarda agora, ansiosamente, a devida e prometida remuneração virtual. Na verdade, o Cotão gostava mesmo era de uma carrinha Wolkswagen pão de forma como as de antigamente. Mas a humildade é uma virtude e o Cotão sabe reconhecer as suas limitações ...

A banda sonora deste post não poderia ser outra que não esta ...




quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Delicious ...

Nem parece nada meu. Mas de uma forma estranha eu gosto desta música. Ouço-a quase todos os dias e acabo sempre a cantar. Deliciosa ...