sábado, 10 de janeiro de 2009

Alegre torpor

Por estes dias de Inverno, o frio ganha raízes na pele e anestesia todo o corpo numa quase agradável dormência.
Valha-nos, ao menos, este descabido torpor da alma.
Porque lá diz o ditado:
"Mãos frias, coração quente ..."
.
Vêm como a sabedoria popular também se engana?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O Cotão aconselha ...

Estou maravilhada. Com a música. Com o vídeo. Com o álbum.

Abençoada recomendação. Melhor que mezinha caseira ...

Fleet Foxes : White Winter Hymnal

Cheer up

Eu devo andar mesmo a leste. Isto porque Beck editou novo álbum em 2008 e eu só o descubro em 2009. Coisa destas nem parece minha. Preciso parar, pensar e reflectir. Alguma coisa está mal na minha vida. Há algo de podre no Reino da Dinamarca ... e coisa boa não pode ser. Enquanto não atinjo conclusões viáveis, recomendo vivamente o álbum. É coisa que, por estes dias, me tem deixado completamente rendida. E é bom para desanuviar das coisas tristonhas e depressivas que tantas vezes me dá para ouvir. Xô "cabisbaixismo" ... Váde Retro ...

Beck : Gamma Ray

Depois da fartura do Natal ...

Lá diz o ditado:

Tolo é quem muito come, mais tolo ainda é quem lho dá a comer.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

A vacina contra a Crise


Na entrada de um novo ano, eu já não sei se me surpreenda ou não com a originalidade, ou melhor, com a falta dela. Dispenso ser louvada pelos meus lindos olhos (a louvar louvem mas é a minha mãezinha que foi ela que mos deu). Não me deixo seduzir por pedidos de casamento às 3 pancadas (embora, verdade seja dita, não seja pedida em casamento assim por dá cá aquela palha). Mas eu já pouco me fio em promessas, meus caros, porque não é delas que reza a história mas sim dos actos corajosa ou cobardemente incitados ao longo da evolução da humanidade. Acusem-me de descrença. Sou uma descrente e assim o assumo. Desvirtuei do caminho da perfeição ainda na adolescência, quando quebrei definitivamente laços com a fé cristã. Lá dei eu um desgosto aos progenitores. Agora encontro-me prestes a cortar amarras também com a fé nos Homens. Atenção, Homens com H maiúsculo. Que isto da verbalidade efémera e das atitudes esquentadas é uma problemática educacional e, como tal, não escolhe géneros. E ao que me consta, a crise que para aí anda a alastrar não é apenas económica. É a chamada crise de princípios e toca a todos os não se sujeitaram à prévia profilaxia. Senhor Doutor, dê-me de imediato a vacina que a mim eu não quero que me toque mais a maleita ...

Day one


... Leva-as o vento !


Diz-me Ela "A SOMBRA" (com os dedos médio e indicador de ambas a mãos levantados e a fazer aspas) : "Oh rapariga, tu fala ... mas não fales por enigmas nem te ponhas com meias palavras ou às voltas com linhas tortas !" . Desta vez o que me sai não são palavras mas grunhidos. Para bom entendedor, creio eu, meia palavra basta. Ou então passo eu a adoptar uma linguagem emocionalmente simplificada, como se incitasse um permanente e exaustivo diálogo com crianças ...