
Precisava, e isto muito seriamente, que o meu dia tivesse, à vontadinha, umas 40 horas. E mesmo assim ainda era capaz de não conseguir fazer algumas coisas. Já me bastava estar isenta do enorme desperdício de tempo que é dormir. Ele há dias em que já não sobra espaço na agenda para apontar tanto que há a fazer, e em que gasto boa parte da bateria do telemóvel só com os lembretes e os alarmes para que não deixe nada pelo caminho. Para além de tudo isto, não é fácil conseguir encaixar uma vida pessoal em (re)construção e uma vida social que anda bastante agitada (demasiado até para os meus gostos pacatos e recatados). Eu até nem uso relógio para não ser abalroada por uma coisinha má. Para que não me dê o fanico. Para não me dar o badagaio. Adoro estas expressões populares. Pena que não tenha mais tempo para a elas me dedicar com mais afinco.


