segunda-feira, 21 de julho de 2008

Sem saudosismos

Ele há alturas em que me dá vontade de regressar à adolescência. Às tardes de música e coca-cola entre 4 paredes do quarto, às sacadas de gomas que se compravam ao pé do liceu e se comiam sem remorsos e sem pensar na malfadada celulite, nas viagens a Lisboa às escondidas dos pais só para ir ver aquela banda. Nestas alturas vão-se desempoeirar os discos antigos, e como os tempos mudaram, ao invés de os colocar na aparelhagem a tocar, passamos para o Ipod ou para o leitor de mp3 e carregamos no play.
E ele há bandas que eu nunca me canso de ouvir. Como os Pulp. O Jarvis Cocker era uma coisa muito à frente naquela altura. Ainda é, mas a solo. Os Pulp surgiram na minha vida na mesma altura dos Suede, na minha fase absolutamente devota ao Britpop. E foi quase avassalador. Os vídeos, os concertos, as letras das músicas, tudo era devorado de forma sôfrega. A música, essa, ficou até hoje. Por isso é que passei o dia ao som dos Pulp. Sem saudosismos. E com uma grande vontade de voltar a entrar numa discoteca e ouvir o que de bom se fez em Inglaterra nos anos 90.



Pulp : Do you remember the first time

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